É engraçado como certas coisas ligadas à nossa infância se perpetuam na nossa memória. São passagens, sapequices, artes, mas principalmente coisas que nos marcaram negativamente, estas grudam como ciclete no cabelo...
Pois receber um não quando somos crianças sempre é uma coisa ruim e portanto me lembro bem quando os recebi, não é bem quando - data, mas as circunstancias em que me foram impingidos.
A Dona Alice, minha mãe que vive lá nos pagos bageenses, tinha lá suas formas de dizer não. Algumas eram reversíveis, ou seja quando ela dizia: não pode ir no cinema, ainda dava para, mediante algum argumento e muita xaropeação, reverter a posição. Agora, quando após o não e a contra argumentação, vinha um "varre da ideia", podia tirar o time de campo, pensar em outra coisa pra fazer, porque aquilo que recebeu o famoso "varre da ideia", nem pensar, outro termo, aliás, que Dona Alice usava com frequência e que era sinonimo de irredutibilidade.
(Alguém sabe me dizer onde anda o acento circunflexo e o ponto de interrogação do meu note).
As vezes me pego imaginando uma vassourinha, varrendo da minha cabeça aquela vontade de fazer alguma coisa...
Portanto, varram da ideia, porque vou continuar escrevendo muitas baboseiras por aqui.
Em Rio Pardo, agora 17:26, bate água como baba em boca de louco...

