É engraçado como certas coisas ligadas à nossa infância se perpetuam na nossa memória. São passagens, sapequices, artes, mas principalmente coisas que nos marcaram negativamente, estas grudam como ciclete no cabelo...
Pois receber um não quando somos crianças sempre é uma coisa ruim e portanto me lembro bem quando os recebi, não é bem quando - data, mas as circunstancias em que me foram impingidos.
A Dona Alice, minha mãe que vive lá nos pagos bageenses, tinha lá suas formas de dizer não. Algumas eram reversíveis, ou seja quando ela dizia: não pode ir no cinema, ainda dava para, mediante algum argumento e muita xaropeação, reverter a posição. Agora, quando após o não e a contra argumentação, vinha um "varre da ideia", podia tirar o time de campo, pensar em outra coisa pra fazer, porque aquilo que recebeu o famoso "varre da ideia", nem pensar, outro termo, aliás, que Dona Alice usava com frequência e que era sinonimo de irredutibilidade.
(Alguém sabe me dizer onde anda o acento circunflexo e o ponto de interrogação do meu note).
As vezes me pego imaginando uma vassourinha, varrendo da minha cabeça aquela vontade de fazer alguma coisa...
Portanto, varram da ideia, porque vou continuar escrevendo muitas baboseiras por aqui.
Em Rio Pardo, agora 17:26, bate água como baba em boca de louco...
9 comentários:
Hahahaha. Mto bom!
Resgataste o "varre da idéia". Sensacional.
O mais engraçado de tudo é que eu conheço uma certa pessoa, que recentemente fez para si um blog, que é IGUALZINHA à Dona Alice. Sei exatamente quano "Não" realmente é não ou se vale insistir mais um pouco ou perguntar mais tarde. Sei também que quando vem um "mas isso tu varre da idéia!" aí fudeu. Aí não tem volta e é bom nem insistir.
Dona Alice tem outras pérolas clássicas usadas até os dias atuais. O famoso "Pergunta de velho ninguém responde" ficou famoso até na Dell. Lá, quando a gente manda um e-mail pro time dos EUA e os caras se fazem de loucos e não respondem, o gerente diz "pergunta de velho ninguém responde".
Isso sem contar os clássicos "Isso é até coisa de gente louca" e aquele gesto que ela faz com a mão quando não é pra gente falar alguma coisa mto alto pq o que se está comentando pode ofender alguém que está por perto.
Já ia me esquecendo do "Toca te deitar, porco-relaxado-sem-vergonha!"
Grande Dona Alice...
hahahahahaahahahaha... amei a Dona Alice dese já!!! Certo que usarei "varre da idéia" muitas vezes a partir de hoje. e uma vassoura ia bem na minha cabeça... para varrer muitas idéias absurdas. menos a de ir para Rio Pardo conhecer você, sua excelentíssima e o Bidu! hahahahaha...
bjsss
PS: quanto ao acento no note, chama o filhote, oras...
pô, agora quero saber destas outras frases aí... amei a "pergunta de velho ninguém responde"...
tem mais aí???
Thiago - aos poucos vamos resgatando as máximas da Dona Alice, que não são poucas, como aquela do presunto na padaria...
Moni - este é o legal do blog, poder resgatar certas coisas, simples, mas nem por isto sem importância, coisas que certamente se perderiam no tempo e nunca seriam lembradas, a não ser com a junção da família. Será bom te receber aqui com toda a família imperial, Fátima, Thiago, Paula, Chica, Bidu e eu, claro. Combina aí com o guri e manda bala...
opa... sounds like a date!
:)
E o Thiagó ainda esqueceu o "Paulo Roberto o fedor tá perto" e o "José Darci o fedor taí"! E a fruta não cai longe do pé.. o "varre da idéia" também tá aqui em casa! Com direito a cara de Dona Alice e tudo!
Saudades!!! Beijo Tio!!
É Pico temos muitas coisas engraçadas e curiosas para escrever relacionado à Dona Alice, aos poucos vamos traze-las aqui. Um beijão para a minha sobrinha preferida (a Danielle não le mesmo)
É, seu Paulo. Famoso seu Paulo. Me dirijo pela primeira vez ao pai do cara "tri" e chato ao mesmo tempo que me convida de chimarrão todo dia, aquela erva véia amarga, e eu reclamando e batendo papo: "Drika, conhece a véia aquela que morreu com a cuia na mão?".
Pois "antão", seu Paulo, um prazer enorme tê-lo por esses pagos, sendo que minha vó igualmente de Bagé também se aventura à escritora, mas não quis nem que a vaca tussa aprender a mexer na "web". Ela acha perigoso, porque todo mundo acha fácil lograr véio. Não tá de um todo errada, mas sabe-se lá o que ela não ia enriquecer o blogger né?
Sorte nesse canto aqui, que de tanto ouvir "Como diria seu Paulo..." resolvi vir ver dizer de verdade =)
Baita abraço!
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